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Artigo do Pe. Ivanaldo: Amar o próximo


Sábado, 28 de março de 2020


Imagem | Artigo do Pe. Ivanaldo: Amar o próximo

Cremos profundamente, tanto pelas vias naturais quanto pela força da fé, que "o amor tudo transforma". Esta verdade objetiva manifesta-se acima de toda e qualquer particularidade e possíveis diferenças, assim como supera, em muito, argumentos que tentam provar o contrário. A quaresma, caminho que nos preparara para a Páscoa, celebração que memoriza (recorda e atualiza) a ação salvadora de Deus através de Jesus Cristo em favor de toda a humanidade, propõe-nos aprofundar o verdadeiro sentido da arte de amar.
 
A verdade de que "o amor tudo transforma" insere-nos num movimento de permanente renovação. A dinâmica do amor impõe uma ordem necessária que precisa ser desejada, buscada e assumida por todo aquele que, de maneira consciente, livre e responsável, dispõe-se a vivê-la:
 
1º. Acolher o amor de Deus. É Ele a fonte genuína do amor; 
 
2º. amá-Lo acima de todas as coisas;
 
3º. Amar a si próprio como extensão de uma relação equilibrada e madura com o Senhor.
 
Outro elemento constitutivo dessa dinâmica é amor ao próximo. No relato da cura do cego de nascença (Jo 9, 1-41) o evangelista João serve-se do termo "sinal" para evidenciar que, além do que os olhos alcançam existe uma mensagem, um propósito, um ensinamento a ser transmitido e acolhido. O primeiro objetivo do sinal narrado é revelar a grandeza e poder de Deus; depois, apresentar Jesus como salvador, aquele que restitui a dignidade humana. Por fim, servir como testemunho para que os homens creiam.
 
Jesus revela-se "luz que vem de Deus". Tira o cego da exclusão e mendicância restituindo-lhe a dignidade; questiona e faz pensar a comunidade, escrava de regras obsoletas; oferece ao homem curado da enfermidade física a possibilidade da salvação, de ser amado e poder amar além dos olhos, além do espaço físico, além do tempo, mergulhando, profundamente, na dinâmica do amor que gera, defende e promove vida.
 
Amar o próximo é reconhecer em toda e cada pessoa a presença de Deus, independentemente de virtudes, limites e fraquezas do outro. Amar o próximo é reconhecer-se humanamente necessitado do amor do semelhante, assim como, consciente do dever de amá-lo na liberdade, generosidade e gratuidade. Amar o próximo é comprometer-se em testemunhar, por palavra e obras, o que de Deus gratuitamente recebemos e que, gratuitamente, compartilhamos: o amor. Liberta-nos, Jesus, de toda escuridão! Abençoada quaresma!
 

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Sobre o Autor


Padre Ivanaldo Gonçalves de Mendonça

Pe. Ivanaldo e pós-graduado em Psicologia, pároco da Paróquia São José de Olímpia e Coordenador Diocesano de Pastoral. E-mail: ivanpsicol@hotmail.com

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