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A Esperança do Pai


Segunda-feira, 04 de fevereiro de 2019


Imagem | A Esperança do Pai

Todos os pais esperam com ansiedade o filho e o recebem com muita alegria. Fazem tudo por ele para nada lhe impeça de se desenvolver com a sabedoria que Deus lhe deu. Este gesto que, normalmente, é feito com a melhor das intenções, se transforma num gravíssimo problema para a pessoa para o resto da vida, porque mata o espírito de iniciativa que faz parte da sabedoria divina que Deus dá a todos os seres humanos.
 
Quando os pais fazem até o que as crianças podem fazer, e as leis do governo proíbem que os menores de idade trabalhem, teremos um povo vítima da corrupção e da violência. Na liturgia de domingo (03), a Palavra de Deus dá um alerta a todos os pais para que eles imitem o Seu exemplo. Deus encaminha bem a todas as crianças desde o primeiro momento de sua existência, mas as leis e as teorias dos homens exigem das delas o contrário do que elas gostariam de fazer. 
 
Na primeira leitura tirada do livro do profeta Jeremias (1,4-19), encontramos estas palavras que podem ser aplicadas a cada um de nós: “Antes de formar-te no seio materno eu te conheci, antes de saíres do seio de tua mãe, eu te consagrei e te fiz profeta das nações. Vamos, põe a roupa e o cinto, levanta-te e comunica-lhes tudo que eu te mandar dizer; não tenhas medo, senão eu te farei tremer na presença deles. Com efeito, eu te transformarei hoje numa cidade fortificada, numa coluna de ferro, num muro de bronze contra todo o mundo, frente aos reis de Judá e seus príncipes, aos sacerdotes e ao povo da terra, eles farão guerra contra ti, mas não prevalecerão, porque eu estou contigo para defender-te, diz o Senhor”. Assim Deus nos mostra que Ele é Pai e que cuida com carinho de seus filhos.
 
O apóstolo São Paulo, na primeira carta aos cristãos de Corinto (13.1-13), diz que toda a nossa força está no amor a Deus e ao próximo. Esta é a lei que Deus deu para toda a criação, de uma maneira especial na criação da família. Por isso, foi tão grave o pecado dos nossos primeiros pais, porque foi uma falta de amor a Deus, à família, e a toda a natureza criada para servir a toda humanidade. As suas consequências ainda estamos sofrendo e continuarão atormentando a todos até o fim dos tempos. E, se não imitamos o exemplo de Jesus e não seguimos os seus ensinamentos, podemos ficar nesta situação por toda a eternidade. Porque “Deus é amor e quem permanece no amor, permanece em mim e eu nele”, afirma Jesus. Por isso, o apóstolo resume neste capítulo, tão lindo, a razão da própria vida e da vida de todos os discípulos de Jesus.
 
Jesus completa esta mensagem com o seu exemplo. Fato que nos conta Lucas no seu evangelho (4,21-30). Jesus passou 30 anos em Nazaré, teve uma vida como outra criança normal, passou a juventude fazendo o bem a todos, ajudou o pai na profissão de carpinteiro, até que começou a sua vida pública. Um dia resolveu voltar a Nazaré. O povo o estava esperando para ouvir o que Ele dizia e ver os milagres que fazia. Muitos ficaram admirados com as suas palavras, mas, porque não fez os milagres que eles esperavam, levaram-no até fora da cidade com intenção de jogá-lo no precipício. Para os homens, amar é deixá-los que tirem vantagem da gente, e para Deus amar é procurar a felicidade dos outros.
 
Somos as vítimas do nosso egoísmo!
 
 
Imagem: soulbrasil.com

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Sobre o Autor


Monsenhor Antonio Santcliments Torras

Pároco emérito da Paróquia São João Batista de Olímpia
 

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