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A morte como caminho de esperança


Terça-feira, 04 de junho de 2019


Imagem | A morte como caminho de esperança

Quando algum familiar ou amigo falece nos deparamos com a grande certeza dessa vida: a morte. A morte marca o fim do tempo que Deus nos oferece para vivermos e percorrermos a caminhada terrestre. Essa realidade desperta em nós o sentimento de luto, de dor, perda, tristeza, despedida e podemos nos perguntar: o que fazer agora sem a presença deste irmão? Como será sem ele? Podemos também querer buscar justificativas, explicações e até condicionar a ação do Senhor, como Marta no Evangelho: “Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido” (João 11, 21).
 
Mas, para nós cristãos, a morte ganha um sentido positivo na medida em que, morrendo na graça de Cristo, completa-se a união ao nosso redentor que foi iniciada lá no Batismo. Dessa forma, nós devemos buscar compreender a morte utilizando a visão da esperança e da confiança na ressureição, pois o próprio Cristo passou pela morte, mas ressuscitou e nos garantiu essa esperança. Neste momento é propício fazermos experiência do silêncio, das lágrimas e encarregar o tempo com as nossas dores. Também, perante as palavras de Jesus, podemos nos confortar tentando responder à pergunta que Ele faz à Marta e a cada um de nós: “Eu sou a ressureição e a vida. Quem crê em mim, mesmo que morra, viverá. E todo aquele que vive e crê em mim, não morrerá jamais. Crês isto?” (João 11, 25-26).
 
A morte de algum irmão próximo deve nos levar a perceber algo que não estamos percebendo em nossas vidas como o tempo gasto com coisas inúteis, o tempo não gasto com a família ou amigos, a falta de atenção e carinho com as necessidades daqueles que estão tão próximos, as discussões e desavenças, ou ainda nos questionar que mensagem esta morte nos traz. Perante os ensinamentos que a morte pode trazer para a caminhada de cada um, vale a pena lembrar as palavras de São Francisco de Sales: “O tempo para buscar Deus é esta vida. O tempo para encontrar Deus é a morte. O tempo para possuir Deus é a eternidade”.
 
Como cristãos, portadores da esperança e convictos da ressureição, roguemos ao Senhor e a Virgem Maria para que mantenham ardentes em nossos corações a vontade de sempre buscar a Deus, neste tempo que Ele nos concede, e que a morte nos ensine a viver mais próximos do amor a da misericórdia divina.
 
 
Imagem: Blog La Vida

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Sobre o Autor


Seminarista Matheus Flávio da Silva

Matheus Flavio da Silva é seminarista propedeuta em São José do Rio Preto. E-mail: matheusflavio07@gmail.com

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