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Um povo profeta


Segunda-feira, 01 de outubro de 2018


Imagem | Um povo profeta

Todos nós esperamos por um mundo melhor, mas nada fazemos para que o nosso desejo se transforme em realidade. Esquecemos do pedido que Deus fez depois de criar o homem e a mulher: “crescei, multiplicai-vos, enchei e cuidai da terra”. Ele pediu, mas nós não obedecemos. Por isso, não podemos reclamar. Se tivéssemos cuidado bem dela, guiados pela Palavra de Deus, teríamos um mundo diferente. Como duvidamos da Palavra de Deus e preferimos seguir as teorias dos homens, temos o mundo que nós construímos.
 
Precisamos reconhecer que isso não é obra dos analfabetos e sim daqueles que têm diplomas, usando da inteligência que Deus nos deu para cuidar dela, e não faltasse o necessário a ninguém. Mas o nosso egoísmo nos levou a esquecer dos outros, a destruir o que Ele tinha criado para o bem-estar de todos, sem imaginar que, por este caminho, estamos destruindo a nós mesmos.
 
A Palavra de Deus do domingo, 30 de setembro, começa lembrando ao povo de Israel, ainda no deserto, por intermédio de Moisés (Nm 11, 25-29) e hoje repete para nós: “Quem dera que todo o povo do Senhor fosse profeta e que o Senhor lhe concedesse Seu Espírito”. Não para falar, porque a Palavra não resolve problemas, e sim para agir com justiça. Se o comportamento de todo o povo fosse correto teríamos um mundo mais justo, mais fraterno e vivendo em paz.
 
São Tiago (5, 1-6) nos mostra a causa das desgraças que estão atormentando a vida de todos, pobres e ricos. Ele se refere aos ricos poderosos porque são eles os autores da corrupção e da destruição de toda a natureza, e os responsáveis pelos problemas que afligem a todos. Diz: “E agora, ricos, chorai e gemei, por causa das desgraças que estão para cair sobre vós. Vossa riqueza está apodrecendo e vossas roupas estão carcomidas pelas traças. Vosso ouro e a vossa prata estão enferrujadas, e a ferrugem deles vai servir de testemunho contra vós e devorar vossas carnes como fogo! Amontoastes tesouros nos últimos dias. Vede, o salário dos trabalhadores que ceifaram vossos campos, e que vós deixastes de pagar está gritando e o clamor dos trabalhadores chegou aos ouvidos do Senhor. Vós vivestes na terra entregues à boa vida, cevando os vossos corações  para o dia da matança. Condenastes o justo e o assassinastes; ele não resiste a vós. Estas palavras são duras, porém, os resultados já todos começamos experimentar.
 
Jesus (Mc 9-38-48) afirma que tudo poderia ser diferente se nós déssemos menos importância à maneira de pensar dos homens e orientássemos a nossa vida pela Palavra de Deus, que deveríamos meditar e anunciar com os nossos exemplos. Naquele tempo, João disse a Jesus: “Mestre, vimos um homem expulsar demônios em teu nome. Mas nós o proibimos porque ele não nos segue”. Jesus disse: “Não o proibais, pois ninguém faz milagres em meu nome para depois falar mal de mim”. Deveríamos meditar estas palavras, principalmente todos os que se julgam os donos da verdade. Ignoramos que todos os batizados são igrejas e responsáveis pelo anúncio do Evangelho. Assim, o mundo seria melhor!
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Sobre o Autor


Monsenhor Antonio Santcliments Torras

Vigário paroquial da Paróquia São João Batista de Olímpia
 

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