No final da tarde deste sábado (27), a Diocese de Barretos viveu um dos momentos mais significativos de sua caminhada de fé com o encerramento do Ano Jubilar da Esperança, celebrado na Catedral Divino Espírito Santo, em Barretos-SP. A celebração reuniu uma expressiva multidão de fiéis, além de numerosa presença de religiosas, diáconos e presbíteros vindos das diversas paróquias da Diocese, sinal visível da comunhão eclesial e da unidade do povo de Deus que peregrina em Barretos.
A Eucaristia foi presidida por Dom Milton e concelebrada por diversos padres, representando todo o clero diocesano. O clima orante e festivo que envolveu a assembleia refletia a gratidão por um ano marcado por intensas experiências espirituais, gestos concretos de esperança e renovação do compromisso cristão diante dos desafios da realidade atual.
O Ano Jubilar da Esperança foi recordado, ao longo da celebração, como um tempo especial de graça concedido à Igreja, sonhado e proposto pelo Papa Francisco, que desejou reacender no coração dos fiéis a certeza de que Deus continua conduzindo a história com misericórdia e fidelidade. O Jubileu, vivido à luz do mistério pascal de Cristo, não se limitou a um calendário de eventos, mas tornou-se um verdadeiro itinerário espiritual, convidando cada fiel a revisitar a própria fé, a fortalecer a confiança em Deus e a renovar a esperança diante das incertezas do tempo presente.
Ao longo do Ano Jubilar, a Diocese foi chamada a assumir com mais profundidade o apelo do Santo Padre, que insistiu na necessidade de manter viva a esperança cristã como força transformadora da vida pessoal e comunitária.

Em sua homilia Dom Milton destacou as grandes celebrações jubilares que aconteceu no território da Diocese como o Jubileu das Crianças, ocorrido na Paróquia São Miguel Arcanjo em Miguelópolis-SP (25/05); o Jubileu Diocesano, com a Festa de Pentecostes na Praça Francisco Barreto, em Barretos-SP (08/06); O Jubileu das Famílias no Santuário Diocesano N. Sra. Aparecida em Olímpia-SP (21/06); Jubileu dos Jovens, na Paróquia São José em Morro Agudo-SP (27/09) e o Jubileu da Pessoa Idosa, no Santuário Diocesano de N. Sra. do Rosário, em Barretos-SP (09/11) que “foram celebrações com grande alegria e imensa vibração na fé, e que, apesar da boa participação, muitos deixaram de abraçar a graça que o Senhor oferecia neste tempo propício”.
O Bispo agradeceu ao Pe. Daniel e toda comissão de liturgia por todo empenho nas diversas celebrações, bem como os párocos de cada paroquia acolhedora dos eventos e ao Pe. Thiago Reis até então, Coordenador de Pastoral que com zelo acompanhava a caminhada pastoral jubilar.
Dom Milton ainda em sua homilia ressaltou ainda que “a Esperança é uma virtude que nos desinstala, ela nos coloca a caminho. Esperar não é próprio daqueles que ficam de braços cruzados nos sofás da sala, mas ao contrário, ela nos desinstala, nos faz ir em direção ao outro no amor e no perdão”. Ressaltou ainda que “a Esperança nos coloca em caminho, como fez a Família de Nazaré no Evangelho que ouvimos hoje, reconhecendo sempre e voz e vontade do Pai. Só podemos viver a esperança juntos: nós precisamos uns dos outros para viver e propagar, não é chama acessa por conta nossa, mantê-la depende do outro, precisamos aprender a esperança, a sonhar e a caminhar juntos. Se quisermos manter viva a Esperança, precisamos aprender a sonhar juntos”.
O Bispo ainda lembrou que a esperança gera frutos, sendo eles o cuidado, a compaixão, o perdão e a missão. “Ser homens e mulheres de fé requer de nós que estejamos dispostos a cuidar dos outros, dos mais fragilizados, a ter compaixão como Jesus, pois a mesma medida que usarmos seremos medidos, sermos prontos a perdoar porque somos constantemente frutos do perdão de Deus, e precisamos ser missionários, indo coma vida ao encontro dos desesperançados”.
Dom Milton ainda aprofundou o sentido espiritual do encerramento jubilar, destacando que concluir um Ano Santo não significa encerrar um caminho, mas reconhecer os frutos colhidos e abrir-se para novas etapas da ação de Deus na vida da Diocese. O bispo ressaltou que a esperança celebrada ao longo do Jubileu deve agora se traduzir em compromisso concreto com a evangelização, a caridade e o testemunho da fé no cotidiano das comunidades, famílias e ambientes sociais.
Ao final da Homilia, Dom Milton anunciou oficialmente que a Diocese de Barretos viverá mais um tempo oportuno de graça com a proclamação do Ano Diocesano da Fé, que terá início na Epifania do Senhor, no dia 4 de janeiro, e será concluído na Solenidade de Cristo Rei, em 22 de novembro. Segundo o bispo, este novo tempo nasce profundamente conectado à experiência jubilar recém-concluída e se apresenta como continuidade e aprofundamento do caminho espiritual proposto à Diocese.
O Ano da Fé, conforme explicou Dom Milton, é inspirado pela celebração jubilar dos 2025 anos do nascimento de Jesus Cristo e também pelos 1700 anos do Concílio de Niceia, acontecimento decisivo na história do cristianismo e marco fundamental na formulação da fé professada pela Igreja até os dias de hoje. À luz desses dois grandes referenciais, o bispo sublinhou que o Ano Diocesano da Fé surge como um convite claro, atual e necessário: conhecer melhor aquilo que se crê, viver com mais profundidade a fé que se professa e testemunhá-la com alegria no mundo contemporâneo, marcado por tantas mudanças culturais, sociais e espirituais. (Baixe aqui a Carta Pastoral do Ano da Fé)
A celebração de encerramento do Ano Jubilar da Esperança foi ainda enriquecida por um significado especial: o dia 27 de dezembro, memória litúrgica de São João, Apóstolo e Evangelista, coincidiu com a comemoração dos 16 anos de ordenação episcopal de Dom Milton. Esse momento conferiu à Eucaristia um tom ainda mais festivo e agradecido, transformando a celebração em ação de graças não apenas pelo caminho jubilar vivido pela Diocese, mas também pelo ministério episcopal exercido com dedicação, proximidade e espírito pastoral ao longo desses anos.
Em um momento especial da celebração, o Pe. Deusmar, pároco da Catedral e representante dos presbíteros, dirigiu uma saudação a Dom Milton em nome de toda a comunidade católica, com destaque para o clero diocesano. Suas palavras expressaram reconhecimento, carinho e gratidão pelo serviço episcopal prestado à Diocese, destacando a figura do bispo como pai e pastor, chamado a confirmar os irmãos na fé e a conduzir o povo de Deus com sabedoria, humildade e firmeza evangélica.
Na saudação, Pe. Deusmar desejou que Dom Milton “continue sendo essa presença paterna e próxima, capaz de animar, orientar e sustentar o clero e os fiéis na caminhada da fé”. Em nome dos presbíteros, reafirmou o compromisso de permanecerem unidos ao bispo, para que, em comunhão, possam santificar cada vez mais o povo de Deus, anunciando o Evangelho, celebrando os sacramentos e servindo com alegria e generosidade às comunidades confiadas aos seus cuidados pastorais.
O encerramento do Ano Jubilar da Esperança, celebrado na Catedral Divino Espírito Santo, tornou-se assim um marco na história recente da Diocese: não como ponto final, mas como passagem. Passagem de um tempo de graça vivido intensamente para outro tempo igualmente fecundo, no qual a fé será aprofundada, celebrada e testemunhada com novo ardor. Unidos ao seu bispo, fortalecidos pela comunhão e animados pela esperança cristã, os fiéis da Diocese de Barretos seguem em frente, certos de que Cristo caminha com sua Igreja e continua a conduzi-la, ontem, hoje e sempre no caminho da fé.




