No dia 06 de janeiro de 2009, Dom Edmilson Amador Caetano presidiu as duas missas em louvor as Magos do Oriente na cidade de Barretos. A primeira Missa foi celebrada às 17 horas na Comunidade Rural de Santos Reis na Fazenda Armour, que pertence à Paróquia Santa Ana. Todos os anos, após a missa, é servido um jantar gratuitamente, e centenas de pessoas de toda a cidade participam.
Às 20 horas o bispo diocesano presidiu a missa campal ao lado da Capela de Santos Reis que pertence à Catedral.
Segundo Dom Edmilson nas duas homilias, o folclore criou para alimentar a piedade do povo, algumas coisas que não estão identificadas na escritura. A escritura apenas diz que magos vindos do oriente foram adorar Jesus, e não dizem que eram reis, e muito menos que eram três. A identificação de três se dá ao fato de as escrituras relatarem que três presentes foram entregues. E o folclore até deu nome aos magos: Gaspar, Melquior e Baltazar. E isso tem pouca importância, porque o que se tem que dar importância é que veneramos pessoas que foram sábias que discernindo os sinais do tempo, que buscando a sabedoria, que buscando a verdade sinceramente, se dirigiram Àquele que é Caminho, Verdade e Vida. E eles se deixaram guiar por uma estrela, um sinal de Deus e continuaram buscando. O bispo ainda questionou os fiéis presentes sobre qual luz eles estavam seguindo.
“Os 3 reis magos, que chamamos hoje, eram pessoas cheias de sabedoria. Eles buscavam uma luz para suas vida, buscavam a luz que vem de Deus. E encontraram o menino com a virgem Maria e ficaram mais sábios porque desprezaram o palácio de Herodes, desprezaram o poder, a tiraria, e encontraram a grande alegria na simplicidade de Belém. Ofereceram os seus dons e os seus presentes ao recém-nascido Jesus: ouro, incenso e mirra, reconhecendo esse menino como Rei, Deus, e como verdadeiramente Homem”.
O bispo diocesano seguiu sua homilia dizendo que essa passagem do evangelho (o encontro dos magos com o menino Jesus) fez surgir no meio do povo esse folclore próprio do nosso Brasil, como as companhias de reis, que mostram exatamente a alegria desse acontecimento, a alegria de termos Deus no meio de nós. Todas as companhias adorando ao menino Deus querem nos lembrar da verdadeira necessidade do amor de Deus. Nós não podemos adora a Deus, adorar o menino Jesus, reconehcer Jesus como verdadeiro Deus e verdadeiramente homem se nós não desejarmos a vivência do amor. E o amor se traduz em gesto e vida, na comunhão, na solidariedade, na partilha, no dar de si para o outro.
“Faz tanto tempo que Jesus veio nasceu e ensinou e nosso mundo continua cheio de misérias porque está cheio de Herodes por aí. Não existe a partilha, existe o egoísmo, a violência, vista hoje em qualquer telejornal. Lá na terra de Jesus, quantas pessoas que morreram nesses dias?! A tradição das Folias de Reis foram transmitidas pelos antepassados, e este movimento quer ser um gesto de amor que se celebra no dia 06 de janeiro, porque celebramos a presença de Cristo no meio de nós”, finalizou Dom Edmilson.




