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Quando se vive o amor, a lei não é necessária


Sexta-feira, 09 de fevereiro de 2018


Imagem | Quando se vive o amor, a lei não é necessária

“Mestre, qual é o maior mandamento da Lei? Jesus respondeu: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento! Esse é o maior e o primeiro mandamento. O segundo é semelhante a esse: `Amarás ao teu próximo como a ti mesmo (Mt 22, 34-40).
 
O amor é a lei suprema, absoluta e irrevogável, nele temos a total segurança de estarmos no caminho certo. De fato, o amor é o que temos de mais sublime em nós e, ao mesmo tempo, o que nos aproxima e nos assemelha a Deus, pois “Deus é amor” (1 Jo 4, 8).
 
“Ama e faz o que quiseres”, ensina Santo Agostinho; o amor incondicional, gratuito, desinteressado, ou seja, na sua forma original e autêntica, nos eleva em humanidade, nos transcende e nos aproxima daquele projeto inicial que Deus sonhou para cada um ao nos fazer sua imagem e semelhança e soprar sobre nós o seu Espírito (Gn 1, 26. 2, 7). No entanto, infelizmente não é o que acontece, vivemos uma onda de violência e criminalidade crescente e nem mesmo a aplicação das leis e das penas são suficientes para refrear tal “epidemia”.
 
“Vós abandonais o mandamento de Deus para seguir a tradição dos homens.” (Mt 7, 8). Dentre as razões está, evidentemente, o abandono do Sagrado, a falta do temor de Deus, da fé, da espiritualidade. O movimento progressivo de indiferença e até mesmo de aversão, sobretudo, à religião – que é a expressão visível das crenças de um determinado povo – revela o quão distante está uma parcela significativa da sociedade e, longe dessa escola de amor e de humanidade, veem-se submersos num universo imensamente hostil e truculento. Fato é que essa realidade gera insegurança e afeta todos nós, pessoas de bem, que passamos a viver em constante alerta, servindo-nos doa mais variados recursos para nos proteger, enquanto assistimos diariamente aos horrores de um mundo cada vez mais  violento e arriscado. Apesar disso, o mandamento permanece o mesmo e ainda concentra o ímpeto e a eficácia necessárias para transformação dessas realidades.
 
Cultivemos, portanto, o amor, ao ponto de transbordá-lo em nossas atitudes mais corriqueiras para que, por onde quer que passemos, não deixemos senão o bom odor que exala dos mais simples gestos de bondade, carinho e afeto, que são expressões sensíveis desse verdadeiro amor.
 

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Sobre o Autor


Diácono Fernando Felix Rabelo

O Diácono Fernando foi ordenado no dia 06 de abril de 2017 e é cooperador nas paróquias São João Batista e Nossa Senhora Aparecida de Olímpia. E-mail: fernandofelix_@hotmail.com

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