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Dom Milton Kenan Júnior

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Dom Milton Kenan Jr.

Circular e Agenda do Bispo – Agosto de 2026

                Prezados irmãos e irmãs,

                Na última Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, em abril deste ano foram aprovadas as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (2026-2032). Como lemos na Apresentação “As Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora doa Igreja do Brasil indicam, orientam oferecem direção, linhas básicas para o desenvolvimento da obra característica da Igreja: Evangelizar! ”.

                Antes de qualquer reflexão sobre as Diretrizes – que me proponho realizar nos meses deste segundo semestre, levando em conta a proposta de que em cada comunidade haja um amplo conhecimento do texto – é preciso que consideremos o Objetivo Geral que norteia e ilumina o caminho que devemos percorrer.

                O Objetivo Geral das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora (DGAE) nos propõe:

                “EVANGELIZAR, anunciando Jesus Cristo, como Igreja sinodal, sustentada pela Palavra e pelos Sacramentos, em comunidades de discípulos missionários, fiel à evangélica opção preferencial pelos pobres, a caminho da plenitude do Reino de Deus”.

                A Apresentação das Diretrizes nos ajudam a considerar cada enunciado do Objetivo Geral, uma vez que ele em poucas palavras sintetiza todo o texto.

                “Evangelizar! “ é a palavra que define a missão da Igreja. Foi São Paulo VI na sua Exortação Apostólica “A Evangelização no mundo contemporâneo” (1974) quem utilizou este termo para definir a missão da Igreja, pela primeira vez. E é ele também que descreve o significado desta palavra: “pregar e ensinar, ser o canal do dom da graça, reconciliar os pecadores com Deus e perpetuar o sacrifício da Cruz na Santa Missa …” Trata-se, porém, de uma tarefa que deve permear todas as tarefas da Igreja.

                “Anunciando Jesus Cristo” O centro da evangelização está sempre a pessoa de Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem. A sua pessoa, a sua palavra, os seus gestos estão no centro da missão da Igreja. A Igreja existe para levar as pessoas ao encontro Dele. A fé em Jesus é a resposta que todos nós somos chamados a dar, tornando-nos membros da comunidade e nos colocando a serviço dos mais necessitados.

                ‘Como Igreja sinodal, sustentada pela Palavra e pelos Sacramentos! ” – Hoje falamos de sinodalidade. O termo grego que está na sua origem significa “caminhar juntos”. Hoje, nos damos conta de que nos alimentando da Palavra de Deus e participando dos Sacramentos nós nos tornamos corresponsáveis pela vida e pela missão da Igreja. Possuímos todos a mesma dignidade que nos é dada pelo Batismo, e por isso com os dons e carismas que o Espírito Santo suscita entre nós, somos chamados a formar o Corpo vivo de Cristo, na comunhão, participação e missão.

                “Em comunidades de discípulos missionários “ –  A fé que recebemos da Igreja nos compromete a viver em comunidade, ajudando-nos mutuamente, e ao mesmo tempo abertos aos desafios que de uma sociedade que está em processo de rápidas mudanças. Não é possível viver a fé isoladamente, mas somente em comunidade. É na Igreja que nós herdeiros da sua Tradição e, abertos aos sinais dos tempos realizamos a nossa vocação de discípulos missionários de Jesus Cristo.

                “Fiel à evangélica opção preferencial pelos pobres” – A opção preferencial pelos pobres não é fruto de uma ideologia ateia, mas está enraizada no Evangelho. Jesus nasceu, viveu e morreu como pobre. S. Paulo nos dirá que Ele sendo rico esvaziou-se para enriquecer-nos com a sua pobreza. Por isso a predileção pelos pobres é fruto da coerência com o Evangelho, é uma exigência que brota do próprio Cristo, que se solidarizou com os mais necessitados.

                “A caminho da plenitude do Reino de Deus” – Como discípulos missionários de Jesus Cristo nós caminhamos com nossos olhos voltados para o céu, onde se dará o Reino de Deus em plenitude. Essa atitude não nos permite desinteressar-nos do cuidado com a Criação, a Casa Comum e, nem deve nos tornar omissos diante das injustiças do mundo, mas nos enche de esperança, pois como diz a Palavra de Deus, caminhamos para “os novos céus e a nova terra”, onde Deus será tudo em todos.

                O acolhimento que nós somos chamados a dar às novas DGAE exigem que partamos sempre do Objetivo Geral da Ação Evangelizadora da Igreja do Brasil. Ao mesmo tempo que ele sintetiza as Diretrizes, ele indica qual o caminho que devemos percorrer.

                Vamos juntos participar desse mutirão que vamos realizar para nossa Assembleia Diocesana de Pastoral prevista para o mês de maio do ano que vem. Juntos, somos Igreja! Juntos formamos o Corpo do Senhor.

Dom Milton Kenan Júnior
Bispo de Barretos

AGENDA EPISCOPAL – AGOSTO 2026

 

01 | Encontro com os candidatos ao Diaconato Permanente, no Salão Paroquial da Catedral, às 8h30.

01 e 02 | VISITA PASTORAL à Paróquia São João Batista, em Olímpia.

03 | CONFRATERNIZAÇÃO DO CLERO

03 | Santa Missa, na Casa de Encontro Dom Antônio M. Mucciolo, na Cidade de Maria, com as Equipes de Nossa Senhora.

06 | SANTA MISSA na Igreja Matriz do Bom Jesus, em Barretos, às 19h30.

10 a 13 |Semana da Família na Cidade de Barretos

11 | Santa Missa, na Igreja Matriz de S. José em Olímpia, para abertura da Semana da Família em Barretos.

12 | Santa Missa, na Catedral Diocesana do Divino Espírito Santo, em Barretos, in memoriam e sufrágio por D. José de Matos Pereira pelos 50 anos de seu falecimento, às 19h. (transmitida pela Rede Vida)

14 | ORDENAÇÃO DIACONAL do Seminarista Leonardo Garcia Santana, na Igreja Matriz de S. Miguel, em Miguelópolis, às 19h30.

28 | Posse Canônica do Pe. Flávio Pereira dos Santos, como Pároco da Paróquia S. João Batista, em Barretos, às 19h30.

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